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- Ponto de ensaio por elemento estrutural
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Ensaio de durabilidade
Os íons cloreto são o agente de corrosão mais agressivo ao concreto armado: rompem a proteção do aço mesmo em concreto ainda alcalino. Os ensaios mostram a profundidade de penetração e o teor presente junto à armadura.
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Os cloretos chegam ao concreto pela névoa salina, pela água do mar, por sais de degelo, por águas e solos contaminados ou já incorporados aos materiais no momento da mistura.
Eles penetram pelos poros e, ao atingirem a armadura em concentração suficiente, rompem localmente a película passiva do aço. A corrosão resultante é do tipo localizado, por pites, e pode reduzir a seção da barra rapidamente.
Diferentemente da carbonatação, o ataque por cloretos ocorre mesmo com o concreto ainda alcalino. Por isso o ensaio com fenolftaleína não o detecta.
Há duas abordagens, normalmente usadas em conjunto.
Sobre concreto recém-fraturado, borrifa-se uma solução de nitrato de prata. Na região com cloretos livres forma-se um precipitado esbranquiçado; na região sem cloretos, a superfície escurece para um tom marrom. A fronteira entre as duas indica a profundidade de penetração.
Com furadeira ou a partir de testemunhos, coleta-se pó de concreto em camadas sucessivas, registrando a profundidade de cada uma.
O teor de cloretos de cada amostra é determinado por análise química, e expresso em relação à massa de cimento ou de concreto.
Com os teores por profundidade, traça-se o perfil de cloretos e verifica-se o teor na profundidade da armadura.
A pergunta central é se o teor de cloretos junto à armadura ultrapassa o teor crítico para a despassivação. A ABNT NBR 12655 estabelece teores máximos de cloretos no concreto, em porcentagem sobre a massa de cimento, conforme o tipo de estrutura e a exposição:
| Condição | Teor máximo (% sobre a massa de cimento) |
|---|---|
| Concreto protendido | 0,05 |
| Concreto armado exposto a cloretos | 0,15 |
| Concreto armado em condições não severas | 0,40 |
| Outros tipos de construção em concreto armado | 0,30 |
Confira os limites na edição vigente da norma antes de usá-los em um laudo. O teor crítico real depende do concreto, da umidade e do tipo de cimento.
Com perfis obtidos em idades diferentes, é possível estimar o coeficiente de difusão dos cloretos e projetar quando o teor crítico alcançará a armadura.
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Os resultados ficam no mesmo histórico do elemento, ao lado dos demais ensaios de durabilidade.
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Diagnóstico
Como todos os ensaios ficam no mesmo elemento, é possível cruzar a presença de cloretos com o potencial de corrosão, a resistividade e a frente de carbonatação.
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A durabilidade raramente se decide com um ensaio só.
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Ao atingirem a armadura em concentração suficiente, os íons cloreto rompem localmente a película passiva que protege o aço. A corrosão que se segue é localizada, por pites, e ocorre mesmo com o concreto ainda alcalino.
Borrifa-se uma solução de nitrato de prata sobre concreto recém-fraturado. A região com cloretos livres forma um precipitado esbranquiçado, e a região sem cloretos escurece. A fronteira indica a profundidade de penetração.
A ABNT NBR 12655 limita o teor de cloretos, em porcentagem sobre a massa de cimento, a 0,05 para concreto protendido, 0,15 para concreto armado exposto a cloretos, 0,40 em condições não severas e 0,30 nos demais casos. Consulte sempre a edição vigente.
Não. A fenolftaleína indica o pH do concreto e serve para a carbonatação. Os cloretos atacam a armadura mesmo em concreto alcalino, por isso exigem ensaios próprios.
É a curva do teor de cloretos em função da profundidade, obtida com amostras coletadas em camadas. Ele mostra quanto de cloreto há na profundidade da armadura e permite estimar a evolução no tempo.
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