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Ensaio de durabilidade

Ensaio de cloretos no concreto: até onde o agente agressivo chegou

Os íons cloreto são o agente de corrosão mais agressivo ao concreto armado: rompem a proteção do aço mesmo em concreto ainda alcalino. Os ensaios mostram a profundidade de penetração e o teor presente junto à armadura.

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Plataforma DIAVICON em um monitor, com a análise de um ensaio de durabilidade

Por que os cloretos são um problema

Os cloretos chegam ao concreto pela névoa salina, pela água do mar, por sais de degelo, por águas e solos contaminados ou já incorporados aos materiais no momento da mistura.

Eles penetram pelos poros e, ao atingirem a armadura em concentração suficiente, rompem localmente a película passiva do aço. A corrosão resultante é do tipo localizado, por pites, e pode reduzir a seção da barra rapidamente.

Diferentemente da carbonatação, o ataque por cloretos ocorre mesmo com o concreto ainda alcalino. Por isso o ensaio com fenolftaleína não o detecta.

Quando fazer o ensaio

  • Em estruturas de ambiente marinho, portuário ou industrial.
  • Quando há corrosão por pites ou manchas de ferrugem sem carbonatação que as explique.
  • Para estimar a vida útil residual e planejar a intervenção.
  • Para verificar se os materiais empregados introduziram cloretos no concreto.

Como os ensaios são executados

Há duas abordagens, normalmente usadas em conjunto.

  1. Aspersão de nitrato de prata, em campo

    Sobre concreto recém-fraturado, borrifa-se uma solução de nitrato de prata. Na região com cloretos livres forma-se um precipitado esbranquiçado; na região sem cloretos, a superfície escurece para um tom marrom. A fronteira entre as duas indica a profundidade de penetração.

  2. Coleta de amostras por profundidade

    Com furadeira ou a partir de testemunhos, coleta-se pó de concreto em camadas sucessivas, registrando a profundidade de cada uma.

  3. Determinação do teor em laboratório

    O teor de cloretos de cada amostra é determinado por análise química, e expresso em relação à massa de cimento ou de concreto.

  4. Traçado do perfil

    Com os teores por profundidade, traça-se o perfil de cloretos e verifica-se o teor na profundidade da armadura.

Como interpretar o resultado

A pergunta central é se o teor de cloretos junto à armadura ultrapassa o teor crítico para a despassivação. A ABNT NBR 12655 estabelece teores máximos de cloretos no concreto, em porcentagem sobre a massa de cimento, conforme o tipo de estrutura e a exposição:

CondiçãoTeor máximo (% sobre a massa de cimento)
Concreto protendido0,05
Concreto armado exposto a cloretos0,15
Concreto armado em condições não severas0,40
Outros tipos de construção em concreto armado0,30

Confira os limites na edição vigente da norma antes de usá-los em um laudo. O teor crítico real depende do concreto, da umidade e do tipo de cimento.

Com perfis obtidos em idades diferentes, é possível estimar o coeficiente de difusão dos cloretos e projetar quando o teor crítico alcançará a armadura.

Normas e referências

  • ABNT NBR 12655: teores máximos de cloretos no concreto.
  • ABNT NBR 6118: classes de agressividade ambiental e cobrimentos.
  • ASTM C1152 e ASTM C1218: cloretos solúveis em ácido e em água em concreto e argamassa.

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Como a DIAVICON trata os ensaios de cloretos

Os resultados ficam no mesmo histórico do elemento, ao lado dos demais ensaios de durabilidade.

Registro

Guarde o resultado no elemento certo

O ponto de ensaio fica ligado ao projeto, à estrutura e ao elemento, com as fotos da execução.

  • Ponto de ensaio por elemento estrutural
  • Fotos da aspersão e da coleta
  • Histórico para as próximas campanhas
Painel de ensaios de uma estrutura na plataforma DIAVICON

Diagnóstico

Leia cloretos junto com corrosão e carbonatação

Como todos os ensaios ficam no mesmo elemento, é possível cruzar a presença de cloretos com o potencial de corrosão, a resistividade e a frente de carbonatação.

  • Ensaios de durabilidade lado a lado
  • Mapa de potenciais das regiões contaminadas
  • Dashboards por estrutura nos planos Avançado e Empresarial
Mapa de calor do potencial de corrosão sobreposto à foto de um pilar, na plataforma DIAVICON

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Dúvidas

Perguntas frequentes sobre os ensaios de cloretos

DIAVICÃO, mascote da DIAVICON, de fone de ouvido atendendo no notebook

Não achou sua dúvida?Escreva para contato@diavicon.com.

Como os cloretos causam a corrosão das armaduras?

Ao atingirem a armadura em concentração suficiente, os íons cloreto rompem localmente a película passiva que protege o aço. A corrosão que se segue é localizada, por pites, e ocorre mesmo com o concreto ainda alcalino.

Como é o ensaio com nitrato de prata?

Borrifa-se uma solução de nitrato de prata sobre concreto recém-fraturado. A região com cloretos livres forma um precipitado esbranquiçado, e a região sem cloretos escurece. A fronteira indica a profundidade de penetração.

Qual o teor máximo de cloretos permitido no concreto?

A ABNT NBR 12655 limita o teor de cloretos, em porcentagem sobre a massa de cimento, a 0,05 para concreto protendido, 0,15 para concreto armado exposto a cloretos, 0,40 em condições não severas e 0,30 nos demais casos. Consulte sempre a edição vigente.

A fenolftaleína detecta cloretos?

Não. A fenolftaleína indica o pH do concreto e serve para a carbonatação. Os cloretos atacam a armadura mesmo em concreto alcalino, por isso exigem ensaios próprios.

O que é o perfil de cloretos?

É a curva do teor de cloretos em função da profundidade, obtida com amostras coletadas em camadas. Ele mostra quanto de cloreto há na profundidade da armadura e permite estimar a evolução no tempo.

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